O cenário do saneamento do estado do Rio foi o tema principal de um painel realizado durante o FITS Água 2022. O evento, que faz parte da agenda do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade, ocorreu nos dias 19 e 20 de julho no auditório da Fecomércio, no Flamengo, na Zona Sul da cidade. O encontro, mediado pela jornalista Amelia Gonzalez, especialista em Sustentabilidade, contou com a participação do presidente da Rio+Saneamento, Leonardo Righetto. Também estavam presentes o presidente da Cedae, Leonardo Soares, e lideranças de outras concessionárias.
Os desafios impostos pelo Marco Legal de Saneamento, que prevê 90% da coleta e tratamento de esgoto até 2033, foi um dos assuntos tratados pelos participantes, que também destacaram a participação ativa da população neste processo.
O panorama de investimentos e o desenvolvimento no estado após as concessões resultantes do leilão da Cedae foi um dos principais temas debatidos. Para as lideranças presentes ao encontro, a consciência ambiental da população precisa ser cada vez mais desenvolvida através de ações, de preferência dentro do ambiente escolar. Para famílias que não dispõem de serviços de saneamento, por exemplo, é muito distante o debate sobre problemas ambientais e sustentabilidade. A educação, portanto, é fundamental para que a sociedade avance nessas discussões.
“A gente precisa mudar essa realidade. Como vamos querer hoje que essas pessoas que não tem o básico possam discutir temas como aquecimento global e mudanças climáticas?”, questionou o presidente da Rio+Saneamento.
“Teremos uma concessão de 35 anos, acompanharemos uma geração inteira. Precisamos fazer parte dessa comunidade, estimulando a conscientização ambiental também”, reforçou Righetto.
Impactos para a economia
O presidente da Rio+Saneamento também destacou a geração de cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos como um dos fatores que vai impulsionar a economia local dos 18 municípios do estado abrangidos pela concessão, incluindo 22 bairros da Zona Oeste.
Para Righetto, as ações de redução de perdas de água são essenciais, tanto do ponto de vista econômico como ambiental. O presidente da concessionária também mencionou a preocupação social das ocupações irregulares.
Em um cenário com muitos desafios, o presidente da Rio+Saneamento destacou a experiência do Grupo Águas do Brasil em operações bem-sucedidas em diferentes cidades do estado do Rio. Uma expertise fundamental para a qualidade do trabalho que passará a ser realizado a partir do dia 1º de agosto.
“Temos como fazer a coisa acontecer. Acreditamos que as condições para que se atinja a universalização no prazo imposto estão postas”, finalizou o líder da empresa, diante de um novo horizonte para o estado.