Entre os dias 9 e 17 de julho, a Marina da Glória, na Zona Sul do Rio, recebeu o Glocal Experience, conferência que abordou novas soluções sustentáveis para o meio ambiente. Através de debates, palestras e troca de experiências entre lideranças brasileiras e globais, o evento chamou a atenção para a necessidade de se pensar e agir com urgência sobre temas essenciais à vida como água, clima, energia e resíduos.

 

Participante de um dos painéis do evento, Leonardo Righetto, presidente da Rio+Saneamento, concessionária do Grupo Águas do Brasil que vai operar serviços de água e tratamento de esgoto em 18 municípios do Rio de Janeiro, incluindo 22 bairros da Zona Oeste da capital, falou sobre a importância do saneamento básico e da distribuição e uso eficiente da água.

 

Segundo ele, com investimentos de mais de R$ 4 bilhões e metas a serem cumpridas, será possível colher frutos nas áreas social e econômica do estado do Rio.

 

“A importância de se levar água e esgoto à população é também econômica, afinal, a cada real investido em saneamento, se economiza R$ 4 em saúde. São muitos benefícios para o desenvolvimento do estado e da capital, sobretudo o potencial turístico que temos aqui”, observou Righetto, citando a criação de 5 mil empregos diretos e indiretos com a chegada da Rio+Saneamento.

 

Água, o bem maior da humanidade

 

Essencial para a conservação da vida, a água foi um dos temas discutidos no evento. Destacando a recorrência de crises hídricas nos últimos anos, Righetto apontou a necessidade de investimentos para a redução dos índices de perda d’água e despoluição de corpos hídricos – esta última, considerada medida essencial para o turismo. A aproximação com a população, segundo ele, é o segredo.

 

“Precisamos estar próximos à população como um todo. Temos que fazer parte da cidade, integrar a região. Temos que orientar, educar e prestar um serviço de qualidade. Com um bom serviço, a valorização e cuidado com o uso da água vêm naturalmente”, garante Righetto.

 

No evento, foram compartilhados dados alarmantes sobre o desperdício da água no Brasil, com um índice médio nacional na casa dos 40%. Algo economicamente e ambientalmente insustentável na opinião do representante da Rio+Saneamento.

 

Na ocasião, foi apresentado ao público presente o programa Água de Valor, do Grupo Águas do Brasil, que investiu R$140 milhões para reduzir as perdas de água. A iniciativa, que em menos de três anos evitou a perda anual de 17,5 milhões de m³ de água, será replicada na Rio+Saneamento.

 

Iniciativas de sucesso

 

Na Glocal Experience, que é uma conferência inspirada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, foram mostradas iniciativas realizadas nos mais de 20 anos de trabalho do Grupo Águas do Brasil em suas concessionárias espalhadas por diferentes regiões do estado.

 

Considerada como uma das mais bem sucedidas experiências do grupo, a contribuição para recuperação da Lagoa de Araruama, na Região dos Lagos, possibilitou a volta de cavalos marinhos ao corpo d’água, valorização dos imóveis na região, além de resgatar a vocação turística e de lazer.

 

Outro exemplo aconteceu na Zona Oeste da capital, onde o grupo, em parceria com a BRK Ambiental na concessionária Zona Oeste Mais Saneamento, investiu cerca de 1 bilhão de reais e elevou o índice de tratamento de esgoto que era de 5% para 56% nos últimos 10 anos. Cases como a despoluição de rios urbanos em Petrópolis e Nova Friburgo, na Região Serrana, também serão replicados na Rio+Saneamento, confirmou Righetto.

 

Ocupação irregular

 

A participação do poder público e da própria população no processo de universalização do saneamento foi defendida pelo representante da Rio+Saneamento

 

“Não adianta a gente fazer o saneamento e atender todo o território, inclusive às áreas irregulares, se começarem a surgir novas áreas irregulares. Temos o compromisso e dever de levar saneamento. Mas esse é um trabalho conjunto: nosso, da população e dos governos. É tecnicamente mais difícil levar saneamento em uma ocupação desordenada. É preciso um trabalho conjunto com o poder público”.